João José Soares Júnior
Médico Veterinário
CRMV-SP 6869
Pet Family Veterinária
AIDS Felina? Isto existe?
É com surpresa que muitos clientes ouvem a possibilidade deste diagnóstico
em seu gato.
E a maioria das pessoas desconhece esta doença que cada vez mais avança
entre os nossos felinos.
A primeira pergunta que vem a cabeça é:
Isto passa para meus filhos?
Ou para mim?
Meu Deus... NÃO!
A Síndrome de Imunodeficiência Felina (FAIDS) NÃO é transmissível ao ser
humano. Apesar dos sintomas serem muito semelhantes em sua evolução e
o vírus ser da mesma subfamília do HIV, o vírus da Imunodeficiência Felina
(FIV) difere antigenicamente e na especificidade da espécie (atinge somente
felinos).
A transmissão é realizada através de animais doentes ou portadores pela
saliva e mordeduras principalmente, mas também ocorrem pela via sexual,
pelo leite e por transfusões sanguíneas.
Os sintomas variam desde febre, diarréia, anemia inicialmente, passanado
muitas vezes por um longo período de portador (sem sintomas), e posteriormente
doenças de natureza crônica como doenças respiratórias, dermatológicas
ou entéricas. As doenças da boca (gengivites, estomatites e periodontites)
são os achados mais comuns nos gatos doentes. Perda de peso, otites, abscessos,
feridas de difícil cicatrização e alterações no sangue também podem ser
encontradas. Nos estados terminais o rim pode para de funcionar (insuficiência
renal crônica), sendo de difícil recuperação nesta fase.
Para o diagnóstico correto é preciso realizar exames sorológicos (de sangue)
específicos para demonstrar os anticorpos contra o vírus.
Como na AIDS ainda não há cura para a FAIDS, sendo que o tratamento é
semelhante, porém pelo alto custo dos medicamentos (como o AZT e outros)
muitas vezes é difícil de manter um gato vivo por muito tempo.
Com tudo isto o que vale a pena é prevenir o contágio. Somente agora no
início de 2002 é que foi lançada nos Estados Unidos uma vacina preventiva,
mas também não sabemos da sua total eficácia. Portanto, evitando que nossos
gatos perambulem pelas ruas e tomando cuidado com novos gatos a serem
introduzidos na criação. É bom lembrar que a castração cirúrgica é um
bom método para que nossos bichanos fiquem mais caseiros, evitando de
brigar com animais de fora.
Taí, você aprendeu mais uma, não foi?